quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ITAÚ E UNIBANCO MANTÊM LOGOS E SLOGANS


Na tarde da segunda-feira (03/11), Roberto Setubal, presidente executivo do Itaú Unibanco Holding S.A., e Pedro Moreira Salles, presidente do conselho administrativo, afirmaram que apesar da fusão das instituições financeiras, por enquanto não haverá mudança nos logos e slogans das marcas.
“São duas marcas fortes de duas empresas fortes. É muito cedo para falarmos de mudanças. Primeiro, é preciso o Conselho [Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica] aprovar a fusão para somente depois analisarmos essa questão de marcas”, afirmou Setubal.
Pesquisas junto ao consumidor serão feitas para saber como trabalhar as marcas daqui para frente. “A nova comunicação será fruto de pesquisa e análises de mercado”, disse Salles.
Com relação às agências de publicidade que atualmente atendem os bancos – a DM9DDB, DPZ e Africa atendem o Itaú, enquanto a F/Nazca S&S cria para o Unibanco – Setubal e Salles afirmaram que não haverá nenhuma mudança no momento. “Ficaremos com as quatro agências”, disseram.
“Foi uma surpresa para todos. Eles administraram a fusão com uma habilidade fora do comum. Ainda não sabemos como será. O Roberto [Setubal] é quem vai decidir”, comentou Roberto Duailibi, sócio-fundador da DPZ.
Também surpreso com a fusão, Márcio Santoro, vice-presidente da Africa, falou que vai aguardar para saber se a agência continuará atendendo a holding. “Estou surpreso e vim nessa coletiva como expectador para entender essa fusão. Agora, vamos aguardar”, disse.
Mas até março do próximo ano, segundo Antonio Jacinto Matias, vice-presidente do Itaú, as agências poderão ficar tranqüilas porque não haverá nenhuma mudança. “A primeira decisão será manter as quatro agências de publicidade. Com relação ao logo e slogan, vamos esperar os estudos de mercado porque não faz sentido antecipar. Tem que ser feito de forma natural. E acredito que no primeiro semestre do próximo ano teremos um diálogo sobre a nova comunicação da holding”, explicou Matias.
Já as marcas pertencentes aos bancos, Setubal disse que é preciso aguardar para saber quais marcas permanecerão e como serão trabalhadas. “Vamos continuar com a segmentação, mas vamos estudar a questão das marcas. Primeiro, temos que entender como o consumidor as valoriza. Algumas competem entre si. E será por meio de pesquisas e análises que vamos determinar quais serão trabalhadas em um segmento e quais em outros segmentos. Mas vamos implementar aquilo que for melhor para a instituição”.
Após um ano de negociação silenciosa, disseram que o objetivo é que daqui a cinco anos o Itaú Unibanco ser um player global. A holding já nasce sendo a 17ª maior empresa financeira do mundo com um patrimônio líquido de R$ 52 bilhões. Ambos também afirmaram que não haverá programa de demissão e as agências bancárias serão somadas. “Não há porque buscar ganho adicional fechando as agências que, somadas, são quase quatro mil. Queremos ser uma companhia mais robusta e rentável”, afirmou Salles.
Apesar da crise econômica mundial, Setubal e Salles estão otimistas com relação ao crescimento do País e por isso, resolveram firmar a fusão agora. “Este é um momento único no Brasil. Estamos muito otimistas. E não faríamos essa transação, deste tamanho, se estivéssemos com medo”, comentou Setubal que aposta no crescimento da economia brasileira para o próximo ano em torno de 3%. “Acredito que em 2010 podemos crescer até 4%”, disse.

Maria Fernanda Malozzi
Propaganda e Marketing

http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/Itau_Unibanco_logos_slogans.php?mace2_cod=1276&pess2_cod=406737&lenc2_cod=

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ITAU E UNIBANCO ANUNCIAM FUSÃO

O Itaú e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira (03/11) que criarão o maior grupo financeiro privado do Hemisfério Sul, ao unirem suas operações após negociações que já duravam 15 meses.A operação prevê que acionistas do Unibanco Holdings e do Unibanco migrarão para uma nova instituição chamada Itaú Unibanco Holding.A relação de troca prevista é de 1.7391 units do Unibanco para cada ação da nova instituição.Após a operação, a Itaúsa, holding do banco Itaú, deterá 66% da IU Participações, empresa que terá o controle do Itaú Unibanco Holding. O restante será detido pelos controladores do Unibanco.A nova instituição, segundo Unibanco e Itaú, será uma das 20 maiores do mundo e a maior do Brasil, com ativos totais de 575,1 bilhões de reais, dos quais 396,6 bilhões de reais do Itaú, de acordo com dados do final do terceiro trimestre do ano.O patrimônio líquido do Itaú Unibanco Holding será de 51,7 bilhões de reais e a instituição combinada terá 265 bilhões de reais sob sua administração.Os bancos marcaram para final de novembro e início de dezembro assembléias para aprovação das incorporações.O conselho de administração do Itaú Unibanco Holding terá 14 membros, dos quais seis serão indicados pela Itaúsa e pela família Moreira Salles. Os oito membros restantes serão independentes. O conselho será presidido por Pedro Moreira Salles, do Unibanco, e o presidente-executivo do grupo será Roberto Egydio Setubal, do Itaú."Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais", informaram os bancos no comunicado. "Com essa associação, o Itaú e o Unibanco reafirmam sua confiança no futuro do Brasil, neste momento de importantes desafios no ambiente econômico e no mercado financeiro mundial."
Fonte: Reuters03/11/2008

http://www.hsm.com.br/editorias/economiaefinancas/Itau_Unibanco_fusao.php?mace2_cod=1271&pess2_cod=406737&lenc2_cod

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mantenha-se aberto para o novo!

Hoje em dia, uma das grandes preocupações que os governos em várias partes do mundo estão enfrentando é o aumento da longevidade das pessoas. O que antes era apenas um privilégio dos povos orientais, agora chegou definitivamente ao Ocidente. A baixa taxa de natalidade e o desejo de viver por mais tempo e melhor têm criado novos mercados. Nunca se viu tantas academias, clínicas de estética e produtos que prometem às pessoas que fiquem jovens por mais tempo. A cada dia cresce a quantidade de empresas preocupadas em oferecer produtos e serviços que fazem com que as pessoas vivam mais.
No entanto, ainda vemos um grande abismo entre a vontade de viver mais e as condições para se alcançar esse objetivo com saúde e disposição para aproveitar a vida como ela merece ser vivida. Aqueles que têm mais condições procuram utilizar seus recursos para se manter jovem a todo custo. “Ser jovem” passou a ser uma obsessão para muitos e uma obrigação para outros. A área mais afetada é a profissional. Hoje, uma pessoa de 45 anos é considerada “velha” para o mercado de trabalho.
Aqueles que perdem o emprego nesse período da vida têm grandes dificuldades para voltar rapidamente ao mercado de trabalho. Muitas empresas têm optado por contratar pessoas cada vez mais jovens, para reduzir custos e também para colocar “sangue novo” no lugar dos veteranos, que já estão perdendo o fôlego. Esse fato tem preocupado a vida de muitos profissionais considerados de meia-idade, que sentem a pressão por essa nova geração ávida por informação, conhecedora de novas tecnologias e que se atualiza constantemente.
Para manter-se jovem não basta apenas investir na aparência externa, é preciso estar constantemente aberto ao novo. Esteja aberto às novidades, invista em aprendizado, navegue na internet, exercite a criatividade, leia novos livros, aprenda uma nova língua, faça algo diferente todos os dias, corra riscos, tenha um sonho e não fique parado. A idade pode avançar, mas você pode se manter sempre jovem se quiser, é só não deixar seu espírito envelhecer.

8/7/2008 Fernando Oliveira
http://www.semanaglobal.com.br/EmpreendedorismoArtigoIntegra.aspx?x=13

Talento e dom não se sustentam sozinhos.

É comum encontrarmos pessoas que se dizem talentosas e observarmos outras que achamos serem talentosas ou terem o dom para suas atividades. Elas são das mais variadas áreas e podem ser gerentes, vendedores, professores, alunos, músicos, artistas, atletas, políticos, cozinheiros, etc.
Veja estes exemplos:
- Se pegarmos duas ou três crianças da mesma classe social, idade, escolaridade, etc. e as matricularmos em um curso de violão, estudando com o mesmo professor e praticando a mesma quantidade de horas por dia, veremos que no fim de seis meses elas estarão com níveis de habilidades diferentes no instrumento.
- Um grupo de jovens estagiários é contratado por uma empresa nas mesmas condições (idade, formação acadêmica, etc.) e encaminhado para um curso de preparação gerencial, ficando confinado durante determinado período e recebendo os mesmos estímulos e informações. É muito provável que no fim da capacitação alguns terão se destacado no grupo.
Os que se destacaram provavelmente possuem dom ou talento natural para essas atividades, e adquiriram essas qualidades por influência do meio em que viveram (família, herança genética, amigos e sociedade) ou por uma questão divina que não nos cabe querer explicar.
No entanto, talento e dom não se sustentam sozinhos. Existe uma linha tênue entre as conquistas advindas do talento e dom e as conquistas obtidas através de muito trabalho e persistência.
Há pessoas que executam tarefas com mais facilidade (talento), e para elas o caminho parece não ser tão árduo. Mas isso não quer dizer que terão mais sucesso que outras. Na prática, o sucesso é resultado de muito suor e determinação.
O talento e o dom fazem com que a “largada” seja mais rápida para o indivíduo talentoso, mas alguém mais esforçado poderá chegar muito mais longe. Todos nós temos dificuldade em determinadas coisas, e um bom exercício para todo profissional seria refletir sobre esses dons e investir em suas potencialidades. O ideal é unir a inspiração com a transpiração.
Quando seu talento e seu dom se unem com a perseverança, surge o grande diferencial.

18/4/2008 Fabiano Brum
http://www.semanaglobal.com.br/EmpreendedorismoArtigoIntegra.aspx?x=15

Ética também gera resultados

É crescente o debate sobre limites éticos, tanto no âmbito pessoal quanto nos negócios e na gestão pública. Esse tema, permanente nas relações humanas, acabou ganhando vulto entre nós nos últimos anos com a descoberta de grandes fraudes contábeis em gigantescas corporações norte-americanas e européias e no afloramento de escândalos políticos no Brasil. De alguns desses fatos decorreu a ampliação do esforço na melhoria da governança corporativa em diversos setores – uma das novidades mais relevantes do mundo empresarial nos últimos tempos.
No mundo corporativo, surgem perguntas incômodas: É possível uma empresa obter resultados acima da média sendo ética em todas as suas relações, sem exceção? Com ética nas relações se ganha dinheiro?
Quando alguém comete atos ilícitos na área financeira, quando rouba ou falseia dados, pode ser desmascarado e chamado a responder pelos seus atos. Entretanto, inúmeros atos prejudiciais à ética nos relacionamentos estão num âmbito surdo, que costuma passar despercebido de muitos, mas mesmo assim criam um ambiente de pouco respeito às pessoas. Sem ética interpessoal, o ambiente corporativo torna-se, como já testemunhei várias vezes, um campo onde todo dia se cometem micro assassinatos.
Ora, há sempre alguém prestando atenção na forma como uma empresa atua. Se ela possuir ética entranhada em seus valores reais (não aqueles exibidos em cartazes pelas paredes), ela será percebida como empresa ética. Se costuma tratar algum stakeholder com desrespeito, será percebida como empresa não ética. Praticar boa governança corporativa é atestar que o board age com transparência e confiabilidade com todos os stakeholders, que investe em relacionamentos interpessoais éticos.
Para ter acesso a capital, a empresa tem que transmitir confiança, o que significa ser comprável, ter produtos e serviços de alta aceitação pelo mercado. Na hora de investir, os grandes players não se fixam apenas nos balanços (mesmo porque eles podem ser maquiados), mas na qualidade da atitude de seus dirigentes, na postura traduzida em respeito por todos os envolvidos, consistência, transparência, sustentabilidade do negócio.
Por outro lado, não existem instituições sem as pessoas. E o incrível é que as pessoas se comportam como... pessoas. Têm sentimentos, inveja, amor, ego, sexualidade, paixão, rancores, ambições, sonhos, etc. Pessoas gostam ou não gostam de outras pessoas. Pessoas confiam, desconfiam e montam seus relacionamentos a partir do que sentem.
Como na entrada das empresas não existem escaninhos virtuais que as façam deixar do lado de fora suas crenças, seus anseios, defeitos e qualidades, nessa nebulosa gama de sentimentos se forma o que chamo de agenda oculta - a que existe atrás da agenda explícita e representa os reais motivos por trás das escolhas. Quantos projetos são construídos ou destruídos, aprovados ou rejeitados, não por questão financeira ou estratégica, mas porque há sentimentos humanos amarrados às decisões.
As agendas ocultas por vezes criam verdadeiros poderes paralelos. Nem sempre são fáceis de detectar, porque vêm acopladas ao body language, ao tom de voz, ao olhar. Uma agenda oculta não é obrigatoriamente “do mal”. Pode ser gerada em meio às melhores intenções. O que importa é se determinada agenda oculta interfere de forma negativa ou positiva nos atos da empresa e se contempla ou não as suas necessidades de transparência, controle, accountabilily, sustentabilidade.
A agenda aberta é consciente, explícita e comunicada. Já a agenda oculta pode ser tanto inconsciente quanto consciente. Por exemplo, a agenda “Eu vou acabar com a carreira desse cara” é consciente e clara para quem a tem. Quem estiver de fora pode percebê-la ou não. Depende das condições do grupo e da capacidade de camuflagem dos envolvidos.
Nas empresas, assim como em vários setores da vida, vivemos papéis arquetípicos, que influenciam nossas decisões. Quanto maior a nossa integridade, mais clareza teremos desses papéis e mais lisura teremos nas nossas relações interpessoais. Quem já não viu, nas organizações, alguém exercendo um papel de imperador, de bispo, de aconchavador, de algoz?
Digamos, por exemplo, que o CEO de uma corporação esteja dominado pela agenda oculta de permanecer no cargo a qualquer custo, calcado em algum impulso infantil inconsciente. Para se manter, ele vai burlando as boas práticas aqui e ali, de forma sub-reptícia. Nessa situação, pode se sentir um imperador, e pegar atalhos para privilegiar o curto prazo em detrimento do longo prazo. Pode postergar custos e antecipar vendas. Pode querer controlar todos os passos de pares seus que ameacem frustrar seus planos.
Quem gere empresas precisa aprender a lidar com esta realidade, própria da natureza humana: por trás do papel exercido estão as motivações e os desejos, o eventual excesso de ira, de avareza, luxúria, inveja, preguiça, soberba. Esse é o DNA de certas agendas ocultas. Os mais atentos percebem se as relações são pautadas por simpatia, dinheiro, amizade, parentesco ou atração sexual.
Justamente porque somos seres humanos, e porque cresce o debate sobre ética nas relações internas e externas da empresa, surgem de todo lado os estímulos às boas práticas de governança corporativa e clarificam e neutralizam os efeitos deletérios das agendas ocultas. Boa governança implica convivência interpessoal carregada de ética, pois promove um sistema de confiança em que todas as agendas, mesmo as ocultas, podem ser contempladas e mutuamente equilibradas. Afinal, boa governança não é algo que se tem, é algo que se vive.

8/7/2008 Herbert Steinberg
http://www.semanaglobal.com.br/EmpreendedorismoArtigoIntegra.aspx?x=14

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

EXPO MANAGEMENT 2008

Idéias, conceitos e tendências que inspirarão suas próximas decisões.
A ExpoManagement é o evento que une o melhor do pensamento do management mundial às melhores práticas do mercado brasileiro. Uma oportunidade única de estar em um ambiente de negócios por 3 dias, interagindo com os principais executivos no mundo empresarial.
Trata-se do maior encontro de executivos do mundo, com cerca de 20 mil visitações, nos três dias do evento.
Combinando um elevado padrão de organização com um público altamente selecionado, formado por decisores, os diversos ambientes da ExpoManagement são estruturados para propiciar oportunidades de relacionamento entre os participantes. Esta é a 8ª edição do evento no Brasil. Além de reunir os mais brilhantes pensadores mundiais de management, suas avançadas idéias, conceitos e tendências vêm aliadas às melhores práticas do mercado brasileiro na área de exposição do evento.
No auditório principal, 12 renomados especialistas internacionais e nacionais apresentam temas diversificados, tendências e conceitos que estão revolucionando o mundo dos negócios. Nomes consagrados como Peter Drucker, Michael Porter, Rudy Giuliani, Tom Peters, Stephen Covey, Alvin Toffler e Ram Charan, já passaram pela ExpoManagement.
Na área de Exposição, o número de 13 auditórios - com capacidade para cerca de 100 pessoas, onde são realizadas mais de 200 palestras paralelas durante os três dias do evento, abertas ao público do evento e ministradas por profissionais selecionados pela equipe da HSM.
As novidades em 2007 foram: o Expo Health Care -um espaço que busca inserir a importância do tema da Gestão da Saúde na pauta da comunidade executiva brasileira- e o Espaço Responsabilidade Social -desenvolvido para que os convidados e participantes da ExpoManagement tenham acesso às experiências de empresas pautadas pela sustentabilidade e que têm uma atuação socialmente responsável.
A ExpoManagement, que foi criada em 1998 na Argentina e, posteriormente, aperfeiçoada no Brasil, hoje é realizada também no México e na Espanha.


INFORMAÇÕES GERAIS - AUDITÓRIO PRINCIPAL
Dias: 10, 11 e 12 de novembro
Local:Transamérica Expo Center
Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Santo Amaro (atrás do Hotel Transamérica)
São Paulo - SP
Mapa
Para inscrições e mais informações, fale com a nossa Central de Relacionamento com o Cliente:
Tel: 11 4689 6666 Fax: 11 4689 6667 eventos@hsm.com.br
Consulte as condições especiais para grupos: corporativo@hsm.com.br


http://www.hsm.com.br/eventos/expomanagement/auditorioprincipal/infogeral08/index.php

FRASE - WALTER LONGO

Precisamos prestar atenção na disputa entre as duas características do povo brasileiro – inovador e monotemático -,
pois é daí que sairá o caldo de cultura do futuro.”
[Walter Longo]

Sadia investe pesado em logística

Como parte do plano de investimentos de R$ 1,6 bilhão previsto para este ano, a Sadia já investiu R$ 427,1 milhões em diversas áreas nos três primeiros meses de 2008. Deste montante, R$ 63,6 milhões foram destinados a setores como logística e Tecnologia da Informação.
Na área de logística, os investimentos começaram com a ampliação e modernização do armazém frigorificado no Porto de Paranaguá, PR. Instalado na área de embarque, o novo armazém teve sua capacidade aumentada de 3.100 toneladas para 8.500 toneladas, o que representa um crescimento de 170%. Além disso, o local possui um sistema de refrigeração totalmente automatizado, cinco empilhadeiras elétricas climatizadas e um local específico para treinamentos e reuniões.
Esta obra vem possibilitando que a Sadia ganhe na velocidade de embarque das cargas frigorificadas, fato muito importante, já que concentra sua operação de exportação em Paranaguá pelo fato de 5 das suas 13 unidades estarem localizadas no estado paranaense. A empresa também mantém operações nos portos de Santos, SP, Rio de Janeiro, RJ, Rio Grande, RS, Itajaí, Imbituba e São Francisco, SC.
Ainda na esteira dos investimentos em logística, o Centro de Distribuição da empresa em Jundiaí, SP, após anos de obras, ganhou uma estrutura verticalizada. De acordo com a Sadia, com a ampliação, o CD que tinha capacidade para 11.000 posições paletes passou a estocar 24.000 posições. Além disso, o volume de produtos movimentados passou de 1.400 para 2.000 toneladas por dia.
O diretor de logística da empresa, Paulo Striker, afirma que a tecnologia empregada no CD visa aumentar a eficiência nos processos. Ele explica que a estrutura conta com sensores que verificam as condições do produto, câmara fria com temperatura constante, para onde são levados os produtos identificados e aprovados, e endereçamento automático, entre outros recursos tecnológicos.
Por fim, no último mês de maio tiveram início as obras de ampliação e modernização do CD de Manaus, que custarão cerca de R$ 10 milhões aos cofres da companhia. “Este CD vai atender aos estados do Amazonas e Roraima, integrando o transporte rodoviário ao fluvial da região. O empreendimento estará capacitado para atender à projeção de crescimento local de vendas nos próximos dez anos”, afirma Striker.
O diretor de logística conta que as obras vão dobrar a capacidade de estocagem de 600 para 1.300 posições paletes, além de triplicar o potencial de expedição do novo prédio, que irá gerar cerca de 80 empregos diretos e 60 indiretos e será destinado, principalmente, ao mercado interno. Além do Centro Logístico de Manaus, a Sadia possui, ainda, CDs em Porto Alegre, RS, Curitiba, PR, Duque de Caxias, RJ, Uberlândia, MG, Várzea Grande, MT, Jundiaí, SP, Salvador, BA, e Recife, PE.
A empresa conta com todos estes investimentos mais a ampliação do portfólio de produtos para atingir um crescimento entre 12% e 14% nas vendas físicas totais neste ano. Além disso, tem como objetivo minimizar o risco de suas operações, ganhando em agilidade e produtividade na distribuição dos cerca de 680 itens que são levados para mais de 300 mil pontos-de-venda no país. Já para o mercado externo, a Sadia exporta cerca de mil produtos para mais de 100 países.
Fonte: Portal LogWeb

http://www.revistaportuaria.com.br/novo/?home=noticias&n=Czqqd&t=sadia-investe-pesado-logistica

Discussões e Benchmarks eficazes na Gestão dos Negócios

Evento decisivo reúne executivos para discussão sobre medidas assertivas a serem tomadas neste cenário de incertezas!
A CICLO Desenvolvimento realizará seu 21º Simpósio, evento que vem se tornando referência na atualização executiva. Este ano o evento contará com apresentações de Cases Premiados, Comitê dos Notáveis, Palestras Internacional e Nacional sobre Cenário e Perspectivas Empresarial e Econômica, Pesquisas e Network qualificado.
O Simpósio Supply & Demand Chain Management, acontecerá em São Paulo nos dias 05 e 06 de novembro no Hotel Blue Tree Morumbi.No dia 05, serão apresentados cases, palestras e pesquisa por um time de Notáveis Consultores especializados em Supply, Demand Chain e Logística e por Conceituados Executivos, que irão discorrer sobre temas relevantes e prioritários com exemplos práticos de sucesso e insucesso e exemplificação de como realizar benchmarks eficazes.
Ainda no primeiro dia, o Simpósio contará com a palestra internacional que será ministrada por Joachim Miebach, presidente da renomada consultoria Alemã, Miebach Consulting. Outra discussão atual e pertinente ao momento financeiro mundial fica por conta do renomado economista Raul Velloso, que fará uma análise do mercado econômico e os impactos que deverão causar aos negócios.
Já no dia 06, acontecem as apresentações das seis empresas que concorrem ao melhor case do ano e pesquisa sobre Panorama Gestão Logística Empresarial no Brasil. Além da brilhante participação do jornalista Joelmir Beting que irá discutir com os seletos executivos presentes sobre O que fazer para darem sustentabilidade aos negócios e conseguirem mantê-los competitivos.
Neste atual cenário de incertezas econômicas, o Simpósio Supply & Demand Chain é com certeza uma oportunidade ímpar para executivos que precisam tomar decisões assertivas.
Sobre o Evento
Simpósio Supply & Demand Chain
Discussões e benchmark para executivos que precisam tomar decisões assertivas neste atual cenário de incertezas.
05 e 06 de novembro de 2008das 08h00 às 18h00 • São Paulo/SP
Blue Tree Tower
Morumbi Avenida Roque Petroni Jr., 1000 - Centro de Convenções
Realização:
CICLO DESENVOLVIMENTO
O Simpósio Supply & Demand Chain foi realizado pela primeira vez em 2004 em comemoração aos cinco anos de existência da CICLO Desenvolvimento o sucesso foi tão grande que resolveram comemorar ao final de cada ano, premiando os melhores cases que se apresentaram durante o ano e adicionando ao conteúdo informações relevantes e de grande importância para as empresas que valorizam os Processos Logísticos e a Cadeia de Abastecimento e entendem o quanto são fundamentais para o sucesso dos negócios.
Sobre a CICLO Desenvolvimento
Empresa com nove anos de existência atua no Treinamento & Desenvolvimento de executivos, conta com a contribuição de renomados profissionais do setor e realiza pesquisas de opiniões junto a profissionais de diversas áreas de todos os segmentos empresariais, para oferecer eventos nos quais os participantes obtenham resultados esperados e aplicabilidade das informações que geram valor ao negócio. A empresa está situada na Rua Penápolis, 122 – Pacaembu em São Paulo, Capital.

2ª Feira e Congresso de Logística e Movimentação de Carga

A 2ª Feira e Congresso de Logística e Movimentação de Carga acontecerá de 21 a 24 de outubro, entre 15:00 e 21:30 horas, no Pavilhão Edmundo Doubrawa, do Centreventos Cau Hansen, em Joinville (SC). Patrocinada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, através do Ministério das Comunicações, diversas empresas de renome e grande credibilidade no mercado, nacional e internacional, expõe seus produtos e serviços para um público específico e qualificado, formado por tomadores de decisão em empresas que buscam soluções adequadas para o seu negócio. Além da programação da feira, o evento conta com diversos eventos paralelos, como o Ciclio de Palestras Export Logistics, organizado pelo Celex, Centro de Logística de Exportação.
A primeira palestra será ministrada pelo Superintendente de Logística e Transporte Multimodal da ANTT- Agência Nacional de Transportes Terrestres, Sr. Aury de Mello Teixeira. Em sua fala, Teixeira esclarecerá sobre a Resolução 2550, que dispõe sobre o exercício da atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante remuneração. Além disso, estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, além de outras providências.
O tema "Inteligência em Logística: Aumentando a Competitividade Empresarial" será abordado por Benedito Décio da Silveira Camargo Jr., seguido da palestra final de Sérgio Pereira sobre "Alta Competitividade no Mercado Externo: Logística como criação de valor nas Exportações".
"O CELEX, com o Export Logístic tem como objetivo levar informação relevante e assuntos atuais ao público selecionado, promovendo a atualização, troca de experiências e network entre os profissionais do setor", explica Thaiane Dangelo, gerente geral do CELEX.

Link para a inscrição: http://www.celex.org.br/br/mostra_eventos_agenda.php?codigo=457

http://www.revistaportuaria.com.br/novo/?home=noticias&n=CSqqd&t=ciclo-palestras-logistica-2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

.::TORCENDO PARA O JACARÉ::.

Pode parecer mentira, mas existem pessoas nas empresas que no filme do Tarzã, torcem para o Jacaré! Querem sempre ver o pior acontecer! Sentem um prazer indisfarçável quando as vendas caem, quando aparecem clientes insatisfeitos, quando produtos saem com defeito de fabricação, quando a concorrência lança algum produto inédito e assim por diante.
Quando as vendas caem, o pessoal da área administrativa, do "back-office" logo diz: "- E agora? Vamos ver os ‘bons’ do marketing e vendas o que vão dizer..."
Quando produtos saem com defeito, o pessoal de vendas diz:"- Ué! Eles não são todos engenheiros, ‘doutores’ e os que sabem tudo? Agora quero ver o que vão dizer..."
Quando a concorrência lança um produto inédito e nos pega de surpresa, quase todos dizem: "- Queria ver a cara do presidente e dos diretores quando souberam...
Bem feito! Pensam que estamos sozinhos no mercado! Agora sim, a guerra vai ser prá valer..."
E tudo isso com um tom de sarcasmo e sempre seguido de um:
"- Eu bem que avisei..."
Esse pessoal precisa compreender que ou todos somos vendedores numa empresa ou não haverá emprego para ninguém. Outro dia eu estava num bar e vi um funcionário de uma fábrica de cerveja bebendo produto do concorrente. Perguntei a ele:
"- Você não é da empresa tal?
Ele respondeu:
"- Sou, sim;
E eu disse:
"- E você está tomando uma cerveja do concorrente?
Ele respondeu:
"- Sou de ‘contas a pagar’....
Como ele não é da área de "vendas" ou de "marketing" nada tem a ver com a marca, com o produto de sua empresa!
Parece mentira, mas essas pessoas realmente torcem para o Jacaré! O barco está afundando e elas estão felizes porque "alguém" será responsabilizado e todos nos "vingaremos".... mortos, é claro, pois estamos todos no mesmo barco! E elas não se apercebem disso. Continuam torcendo para o Jacaré! E quando o Tarzã (a empresa) acaba vencendo os jacarés (concorrência, etc.), elas ficam frustradas e dizem: "- Desta vez ‘eles’ conseguiram. Mas, da próxima...".
E às vezes, os que torcem para o jacaré são "excelentes técnicos". Não importa – livre-se deles! Não dá para trabalhar hoje com gente puxando a gente para baixo e para trás. A energia que essas pessoas "sugam" da gente, faz falta no mercado, na criatividade, na vontade de inovar, de sair para o mercado. Basta você ter uma idéia e eles logo vêm dizendo: "- Você acha que alguma coisa aqui dá certo! Você fica dando idéia – parece bobo!" .
Essas pessoas parecem mais um "Bom Bril" – você não acha a ponta delas – e continuam existindo na empresa! São enroladas, enrolam os outros, fazem o clima da empresa ficar sempre "pra baixo". Meu conselho é o seguinte: Se você tem em sua empresa gente que torce para o jacaré, faça uma carta de recomendação ao seu maior concorrente e ... mande embora!
Não tenha piedade dessa gente que torce para o jacaré. A empresa hoje tem que ser capaz de dar um verdadeiro "Show" no mercado. E num show não pode ter ninguém que não seja totalmente comprometido, excelente, disponível, com obsessão pela excelência. Desde o iluminador, o técnico de som, cada membro da orquestra, cada dançarino – todos enfim – têm que estar totalmente comprometidos com o sucesso de público. E se a empresa hoje não for capaz de dar um "show" no mercado, não sobreviverá.
A verdade, hoje, é que é a empresa tem que ser "excelente" em alguma coisa. E ela só será excelente se todos que a compõem forem igualmente "excelentes", torcendo para o Tarzã!
Pense nisso:
Você é dos que torce para o Jacaré? Você tem em sua equipe ou empresa gente que torce para o Jacaré? Se tiver, livre-se dessa gente, pois não dá para trabalhar com quem, no filme do Tarzã torce para o Jacaré!

http://www.administradores.com.br/home/pablo_adm/blog/

EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO



"Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso líder assume a liderança. Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis e isto serve tanto para as pessoas quanto para os gansos que voam rumo ao Sul."

Recomendações:


1- Diante das crises procure sempre o lado positivo da mudança; deixe sua mente fluir livre em busca da, sempre presente, componente "oportunidade" e oriente aqueles que entrarem em disfunção.
2- Comece um diálogo sempre tentando compreender e só depois tente ser compreendido. Amplie seu campo de relacionamentos.
3- Procure quem tenha conhecimentos complementares ao seu para compreender ao máximo o propósito dos projetos e assuma compromisso com as metas de performance e abordagens comuns.
4- Colabore com a equipe no desenvolvimento do senso de propósito, comunicação aberta, confiança e respeito mútuo, liderança compartilhada, procedimentos eficazes de trabalho, criação a partir de diferenças, flexibilidade, adaptabilidade e aprendizagem contínua.
5- Tenha sempre em mente que o trabalho em equipe exige uma coleção de talentos de vários indivíduos e que o sucesso é o resultado do trabalho de todos e o fracasso deve ser assumido como se fosse seu.
6- Selecione, para cada projeto, as virtudes mais necessárias para desenvolvê-lo e estimule cuidadosamente seus colegas a cultivá-las.
7- Esteja sempre consciente da fase do ciclo de evolução em que está a equipe: formação, crescimento, normatização, execução, involução ou transformação.
8- Assuma um compromisso pessoal com os resultados; empolgue-se com o sucesso, aprenda com os fracassos e eleve seu entusiasmo procurando significado em tudo que fizer.
9- Coloque corajosamente seus pontos de vista de forma clara, tenha muita consideração com as expectativas alheias e procure sempre uma alternativa que satisfaça a todos.
10- Procure somar ao seu potencial as diferenças admiráveis dos que trabalham ao seu lado e produza assim um trabalho melhor.
11- Considere equipe como um pequeno número de pessoas, com conhecimentos complementares, compromissadas com propósito, metas de performance e abordagem comuns, e pelos quais se mantêm mutuamente responsáveis.
12- Tenha sempre em mente que: "Formar a equipe é o começo. Permanecer juntos é um progresso. Trabalhar juntos é um SUCESSO!"

http://cartelasresumo.blogspot.com/2006/01/equipes-de-alto-desempenho.html

EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO

Falando de Equipe e Comprometimento

A busca por maior competitividade nos negócios, que viabilize melhores resultados econômicos e financeiros, acaba sempre se deparando com os processos de aumento de produtividade nas operações e na necessidade de parceiros internos criativos, adequadamente treinados e comprometidos com a empresa.
Quando se fala de equipes criativas e de alto desempenho, muitas vezes deixa-se de abordar as questões fundamentais que tornam isso possível. Como dizia Geraldo Vandré em "Disparada", "Gente é diferente!". Vem, então, o maior de todos os problemas da Gestão de Competências: Como harmonizar e transformar um grupo de pessoas competentes e criativas em uma equipe vencedora? Será que apenas altos salários, benefícios, incentivos, agregam valores e permitem condições adequadas de desempenho? Acho que não. Valores intrínsecos de caráter e personalidade são fatores a serem tratados e harmonizados em prol da consecução de objetivos coletivos! Vou propor aqui uma breve reflexão sobre desafios, que considero indispensável, a serem vencidos para obtenção de um ambiente de trabalho criativo, motivador e de valores individuais alinhados para o trabalho em equipe de alto desempenho.

1- Harmonizar Propósitos - Quando "juntamos" pessoas e as colocamos num processo produtivo, nem sempre estão claros objetivos e expectativas que justifiquem a permanência de cada um em sua atividade. Trabalho: algo construtivo, edificante, desafiador; Emprego: algo entediante, rotineiro, morno, apenas pelo dinheiro. O primeiro grande desafio é criar nas pessoas o entusiasmo pelo Trabalho e não pela manutenção do Emprego (ou puro ganho financeiro), através da disseminação de valores e desafios individuais contrapostos aos objetivos da empresa.
2- Desenvolver Confiança - Confiar vem de atribuir fé, enquanto que acreditar vem de dar crédito. Confiança é um sentimento abstrato, enquanto Crédito é algo material, concreto! Confiar compromete, enquanto acreditar apenas envolve as pessoas. Quando as pessoas confiam umas nas outras (técnica e socialmente) costumam acreditar e respeitam-se mantendo relações profissionais transparentes e saudáveis. O segundo grande desafio é despertar no grupo o sentimento de confiança como base para a credibilidade nas relações e operações.
3- Introduzir Indicadores - As equipes de alto desempenho não surgem por acaso, nem por fatalidade. São extremamente orientadas por Indicadores de Desempenho e Gestão e a todo o momento comparam seu desempenho efetivo com parâmetros previamente acordados e estabelecidos, corrigindo seus desvios em prol do sucesso da operação. Seguem à risca o famoso "Um por todos e todos por um" sem o que chamo de "corporativismo perverso" que protege o faltoso acima da falha. O terceiro grande desafio é promover um diálogo aberto e transparente voltado a elaborar, pactuar e instituir um sistema de Indicadores de Desempenho com o propósito de melhorar a gestão e servir de ferramenta norteadora da equipe.
4- Estimular a Competitividade - Pode até parecer estranho propor um aumento de competitividade como fator para desenvolvimento de uma equipe de alto desempenho. É que temos nos acostumado a associar competitividade com competição e não com competência. O que desejamos é que a equipe zele pela competência. De que forma? Buscando com todo o empenho possível dividir conhecimentos pessoais com os demais, a fim de fazer a equipe sempre evoluir. Viva a individualidade, abaixo o egoísmo. No balcão de uma loja de autopeças há troca de informações intensas entre balconistas e mecânicos, o que acaba propiciando a capacitação prática, por parte do balconista, para inúmeros problemas de outros clientes. Todo balconista, mesmo sabendo disto acaba não compartilhando estes conhecimentos com a equipe, agindo de modo puramente egoísta! O quarto desafio é estimular a competitividade na equipe mediante a busca pela complementação dos conhecimentos individuais disponibilizados ao todo.
5- Aprimorar a Comunicação - Promover debates, voltados à resolução de conflitos e problemas, é fundamental para melhorar a sinergia da equipe. A falta de transparência na comunicação acaba por promover o surgimento de adivinhações e fofocas, minando o grupo e o clima organizacional. Esconder ou adiar para nunca a discussão e solução de problemas, por mais doloridos que sejam, é o caminho para quebrantar o desempenho da equipe. O quinto desafio é sistematizar as formas de comunicação, formalizando em comunicados e fóruns de debates que envolvam a todos!
6- Viabilizar o Moderador - Toda equipe de alto desempenho, apesar de gozar de autonomia quanto às responsabilidades atribuídas, necessita de diretrizes claras e de agentes balizadores de tomada de decisão. Alguém tem que assumir a coordenação e ser o "mentor" que aloca os recursos e altera as estratégias no decorrer do jogo! Alguém de visão clara do propósito e com visão dinâmica do processo. Alguém imparcial nos julgamentos, sempre direcionado pela voz do cliente e pelas disponibilidades da empresa. Este "coach" tem por missão harmonizar expectativas e ser o conciliador da equipe frente às metas perseguidas. O sexto desafio é contar com a colaboração de um agente moderador imparcial, que harmonize objetivos e pessoas em benefício de resultados.
7- Priorizar a Qualidade - Faço aqui minha defesa de tese: "Nenhuma empresa evidencia qualidade superior ao somatório das qualidades individuais de seus colaboradores". Difundir uma visão de "ausência de defeitos", voltada aos objetivos da Qualidade Total tem um caráter transformador e entusiasta em toda equipe. Pare de atribuir padrões "policialescos", ostensivos e punitivos. Incentive a qualidade e prepare toda equipe para voltar-se a ações pró-ativas e inovadoras, no âmbito de suas responsabilidades e atribuições. Fazer continuamente melhor, desde a primeira vez, deverá ser o objetivo de todos. O sétimo desafio é disseminar uma visão da Qualidade de Gestão envolvente e inovadora que atinja indistintamente toda a equipe, promovendo um novo pensar e agir para o negócio.

Esses sete desafios, que propus para reflexão, se originaram de duas grandes questões que me foram feitas e que são feitas por milhares de empreendedores: Como criar um sentimento de equipe? Como desenvolver o comprometimento?

Quero concluir que as respostas para estas questões passam por uma avaliação dos propósitos de gestão do negócio e invade o limite das relações humanas de credibilidade e satisfação. Uma ação empreendedora voltada à inovação, seriedade e quebra de velhos paradigmas como o tradicional "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", que encare desafios de forma corajosa e ousada é a grande esperança de resposta a estas questões.

Reinaldo Miguel Messias
Consultor - Sebrae-SP

http://www.sebraesp.com.br/principal/abrindo%20seu%20neg%C3%B3cio/produtos%20sebrae/artigos/listadeartigos/equipe_comprometimento.aspx

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Magazine Luiza chega à cidade de São Paulo

Em uma estratégia ousada, o Magazine Luiza vai abrir em São Paulo entre 50 e 55 lojas em vários pontos da capital e municípios vizinhos. A informação é da edição desta sexta-feira do jornal “Valor”.
Segundo a publicação, o Magazine Luiza, conhecido até hoje como uma rede de eletrônicos e móveis no interior de São Paulo, não confirma a data de abertura das lojas. Mas fontes do setor, ouvidas pelo jornal, afirmam que a inauguração será no dia 13 de setembro.
Muitos dos endereços das lojas pertenciam à Kolumbus, cujos pontos são controlados pelo Magazine Luiza desde o ano passado. O “Valor” apurou que pelo menos duas lojas ficarão em shopping centers – uma no Shopping Aricanduva e outra no Internacional Shopping, em Guarulhos.
É a primeira vez que uma rede varejista abrirá este número de lojas ao mesmo tempo para entrar na capital paulista – o maior mercado consumidor do País. Com essa estratégia, a rede poderá dar um grande salto nas vendas e ganhará musculatura para abrir o capital – um dos objetivos da família Trajano, controladora do Magazine Luiza.
Segundo o jornal, em 2007, a rede varejista faturou R$ 2,4 bilhões com 391 lojas. Os principais concorrentes do Magazine Luiza, em São Paulo, serão as Casas Bahia, Lojas Cem, Ponto Frio e Extra Eletro.

http://ultimosegundo.ig.com.br

MAGAZINE LUIZA

A trajetória de sucesso do Magazine Luiza

Fundado há 50 anos na cidade de Franca, interior de São Paulo, o Magazine Luiza é considerado uma das maiores redes de varejo do país e, atualmente, possui 350 lojas (50 são lojas virtuais) em sete Estados (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A empresa conta com cerca de 10 mil colaboradores e o faturamento previsto para este ano é de R$ 2 bilhões.
HOLDING
Em 1991, surgiu a necessidade de se criar uma holding e Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues passou a assumir o cargo de superintendente do Magazine Luiza. Além da rede de eletrodomésticos Magazine Luiza S/A, a holding administra outras empresas como Meta Veículos Ltda, Ubervel Uberaba Veículos e Peças Ltda, Consórcio Nacional Luiza S/C Ltda, Castelo Empreendimentos Imobiliários Ltda e Luiza Factoring Fomento Mercantil Ltda.
RITMO DE CRESCIMENTO
Em 2004 comprou a rede Arno, no Rio Grande do Sul, que possuía 51 lojas. Também inaugurou quatro lojas virtuais na zona leste de São Paulo. Outras lojas foram inauguradas, fechando o ano com 80 inaugurações e 253 lojas. Em 2005 outras três redes foram adquiridas no Estado de Santa Catarina – Base, Madol e Kilar, e a empresa passou a contar com 350 lojas no total.
PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR
O Magazine Luiza é conhecido pela paixão que as pessoas têm pelo trabalho, pela alegria de fazer o que fazem e pelos valores que cultuam. Por isso, para conhecer o Magazine Luiza, basta conhecer as pessoas que trabalham na rede, como pensam, agem, se comportam e em que acreditam. Os valores como transparência, honestidade, respeito e cortesia permeiam todas as decisões da empresa.
INTERNET
A experiência adquirida em vendas virtuais, desde 1992, foi levada para a internet e ampliada em um site totalmente seguro, com mais de cinco mil produtos, fácil de navegar e com banco de imagens próprio. O magazineluiza.com é o único do varejo on-line que conta com uma vendedora virtual, a Tia Luiza, que facilita a compra através do atendimento on-line e conteúdos prontos.
CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO
A rede possui quatro centros de distribuição de produtos, um em Ribeirão Preto, em condições de atender o interior de São Paulo e Minas Gerais; outro em Ibiporã, interior do Paraná, estrategicamente localizado próximo a Mato Grosso do Sul; outro em Sorocaba e um em Caxias do Sul (RS).


Razão Social: Magazine Luiza S/A
CNPJ: 47.960.950/0001-21
Endereço: Rua Voluntários da Franca, 1465 Centro CEP14400-660 Franca - SP
Telefones: 0800-34-4000 (exclusivo para informações sobre pedidos efetuados pela internet / televendas e informações sobre nossas lojas), (11) 3508-9900 (Televendas - Número indicado para quem mora na grande São Paulo.

http://www.magazineluiza.com.br

FELT 2008

Fórum Empresarial de Logística e Transportes – FELT 2008

O Fórum Empresarial de Logística e Transportes – FELT 2008 – que contará com a participação de empresários, altos executivos e acadêmicos do setor de logística, transporte e supply chain nos próximos dias 14 e 15 de outubro, traz novidades na programação. As inscrições para o evento podem ser feitas pelo email felt@aslog.org.br ou pelo telefone (11)3668-5513.

Confira:

Dia 14/10 – Terça-feira
Abertura: Adalberto Panzan, Presidente da ASLOG
Sessão Protagonismo Brasileiro, “Investimentos de Capital em Logística”: Cileneu Nunes, Presidente da Omnilink e Vasco Oliveira Neto, Presidente da AGV Logística
Sessão Estratégia Logística, “Educação em Logística”: José Roberto Fornazza, Diretor de Supply Chain da Bic, Fernando Villar, Diretor do AB Group e Nicolas Derouin, Diretor Geral da ID Logistics*
Sessão Estratégia Logística, “Empregabilidade na Logística”: Miguel Petribu, Diretor Técnico da ASLOG e Mendel Sanger, Presidente da HQS Consulting
Almoço
Sessão Estratégia Logística, “Contratação de Serviços Logísticos”: João Batista da Silva, Diretor dos Correios e Darko Wollner, Presidente da DLW
Sessão Estratégia Logística, “Prestação de Serviços Logísticos”: Fernando Nagahama, Head Logistics da Canon e Guilherme Severino, Presidente da Brasil SCM
Sessão Protagonismo Brasileiro, “Desafio Logístico do Agronegócio”: Ademar Silva Junior, Presidente da Famasul*

Dia 15/10 – Quarta-feira
Sessão Protagonismo Brasileiro, “Alicerces Logísticos para o Brasil”, Adalberto Panzan, Presidente da ASLOG e José Roberto Fornazza, Vice-Presidente da ASLOG
Sessão Estratégia Logística, “Infraestrutura Logística”: Maurício Vasconcellos, Presidente da Autoban e José Roberto Lyra, Diretor da Axia Consulting
Sessão Estratégia Logística, “Tecnologia em Logística”: Cileneu Nunes, Presidente da Omnilink e Maurício Fabri, Presidente da Runtec
Almoço
Sessão Estratégia Logística, “Discussão em Grupos: Objetivos para Ação em 2009”: Todos os convidados
Sessão Protagonismo Brasileiro, “Oportunidades de Formação de Líderes em Logística”, Josiane Barbieri, Presidente da Metanóia Dirigencial e Moacyr Calligaris, Diretor de Supply Chain da Nestlé Cerimônia de Lançamento do Instituto ASLOG para Educação e Sustentabilidade

Fonte: Aslog

http://www.revistaportuaria.com.br/?home=noticias&n=zCodd&t=forum-empresarial-logistica-transportes-felt-2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O SEGREDO DAS EMPRESAS FEITAS PARA DURAR

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegrana edição da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de setembro/2008,
"Pequenas e centenárias. Essas empresas passaram por tudo: pelos tempos de ditadura, pelos sucessivos planos econômicos que só castigaram a economia, pelo advento do computador, do marketing, do design, da globalização e de uma infinidade de novidades que mudaram completamente a forma de se fazer negócios hoje em dia. Essas empresas sobreviveram às duras estatísticas que dão conta de que apenas uma entre três empresas ultrapassa a terceira geração de seus fundadores. E, destas, apenas 30% chegam à quarta geração. Qual é o segredo?
Talvez o mais importante deles seja a preocupação em passar às novas gerações a paixão pelas raízes e pelo próprio negócio. Como quem planta sementes, quem está no comando preocupa-se em formar sucessores cedo, quando eles ainda são meras crianças. "A preparação dos herdeiros para assumir o legado deixado por seus antepassados é fundamental para a longevidade de qualquer negócio", afirma o francês Olivier Richoufftz, membro da Family Business Network e um dos principais estudiosos das empresas familiares. Se no passado a troca de comando era algo natural, hoje pede mais profissionalismo. "Deve assumir a dianteira aquele que somar competência, habilidade e paixão pelo negócio, e não o filho mais velho ou o herdeiro direto", diz o consultor Werner Bornholdt, doutor em psicologia das organizações. Entregar o bastão à pessoa certa diminui os riscos de dilapidação do patrimônio e de estagnação.
Negócios com mais de um século de vida têm muita história para contar, é verdade, mas também muito que ensinar. Empresas centenárias têm uma capacidade singular de tropeçar, de se recuperar e de se apoiar na tradição sem perder o bonde da modernidade. Na trajetória de seis empresas centenárias, que você verá no decorrer desta reportagem, é fácil perceber que seus comandantes, nas suas mais diversas fases, procuraram reinventar o negócio a cada dia, equacionando passado e futuro de uma maneira equilibrada. Mas essa não é a única lição. Eis mais algumas... "

LULA SANCIONA MUDANÇAS NA LEI DO ESTÁGIO

Está publicada na edição desta sexta (26) do Diário Oficial da União a atualização da Lei do Estágio. O presidente Lula sancionou o texto sem nenhum veto. De acordo com a Lei n.º 11.788, a partir de agora, os estagiários que tenham contrato com duração igual ou superior a um ano têm direito a 30 dias de recesso, preferencialmente durante as férias escolares.
Além disso, nos casos de o estágio ter duração inferior a um ano, os dias de recesso serão concedidos de maneira proporcional. A legislação também prevê que o recesso deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de auxílio.
Quanto à duração do estágio, a nova lei diz que estudantes da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental (na modalidade profissional de educação de jovens e adultos) só podem ser contratados para a carga horária de quatro horas diárias de trabalho.
Os alunos do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular podem trabalhar até seis horas diárias. Estágios com 40 horas semanais podem ser destinados somente a estudantes matriculados em cursos que alternem aulas teóricas e práticas.
A lei estabelece ainda que o estágio, mesmo aquele que não é obrigatório para a conclusão do curso, agora tem de estar vinculado ao projeto pedagógico das escola, inclusive no ensino médio. O estagiário tem ainda de ser supervisionado por um coordenador na universidade e por um profissional na empresa. No máximo a cada seis meses, um relatório das atividades do estágio tem de ser apresentado à instituição de ensino.
A lei também fixa limites para o número de estudantes de nível médio estagiando nas empresas. As empresas que têm de um a cinco empregados poderão recrutar apenas um estagiário; de seis a dez, até dois; de 11 a 25 empregados, até cinco estagiários; e acima de 25, até 20%. A justificativa para a mudança é reduzir a utilização do estágio como substituição de mão-de-obra.
Outra mudança é a de que o estágio deve durar no máximo dois anos -- a lei anterior fixava um mínimo, de seis meses, que não está previsto na nova legislação, mas não estabelecia um máximo. Além disso, a lei estabelece que profissionais liberais de nível superior também poderão recrutar estagiários.

Principais Mudanças da Lei:

Direito a Férias para estágios acima de um ano de duração
Direito a Auxílio Transporte
Limite de até 6 horas diárias e 30 horas semanais
Duração máxima de 2 anos
Cotas de 10% de vagas para deficientes
Limite de vagas nas empresas para estágio de Nível Médio


Eduardo Collinett
AGIEER Consultoria em Estágios
+ 55 11 3231 3981
www.agieer.com. br

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CURIOSIDADES SOBRE REENGENHARIA

  • A maior parte dos casos ocorreram entre 1987 e 1993. Sendo o ano de destaque 1992 quando ocorreram 40%.
  • Com relação as localidades onde foram implantadas a reengenharia na sua maioria foram em empresas Paulistas 50,6%, ainda que com suas filiais em outros estados. O Rio Grande do Sul fica em segundo lugar com 12,7% dos casos.
  • Os grupos empresariais nos quais mais se aplicou a reengenharia, são os dos setores eletroeletrônico e de alimentos com 30% do total dos casos.
  • As áreas de administração e produção são as mais atingidas pelos projetos de reengenharia com 43,% dos casos.

Abaixo algumas empresas brasileiras que fizeram reengenharia:

  • Ericson - em 1991 no setor eletrônico na área Administrativa com resultado em Desp. Operacional.
  • White Martins - em 1992 no setor Químico na área Adm. / Produção com resultado em Custos.
  • Du Pon - em 1992 no setor Químico na área Administrativa com resultado em Tempo Atendimento.
  • Santa Cruz - em 1993 no setor Seguro na área Administrativa com resultado em Tempo Atendimento.
  • Sharp - em 1993 no setor Eletrônico na área Administrativa com resultado em Tempo Atendimento.

http://sites.mpc.com.br/dariel/adm3/d15.htm

REENGENHARIA - FORD VERSUS MAZDA

O problema principal das empresas não está na velocidade dos processos, mas nos processos em si. As organizações funcionam com base em conceitos, estruturas, mecanismos de controle que são anteriores à revolução tecnológica dos computadores. Elas foram pensadas tendo em vista a eficiência e o controle. No entanto as palavras chave da nova década são inovação e rapidez, serviço e qualidade.
A reengenharia consiste no repensar fundamental e no redesenhar radical dos processos de trabalho com o objetivo de obter melhorias dramáticas nas medidas contemporâneas críticas da performance da empresa, seja nos custos, na qualidade, no serviço ou no tempo.
FORD VERSUS MAZDA
No princípio de 1980, enquanto a indústria automobilística Americana se encontrava numa grande depressão, as empresas e indústrias Japonesas aumentavam drasticamente as performances dos seus processos, dia a dia. Desenvolviam produtos duas vezes mais rápido utilizando equipes oito vezes mais produtivas e ainda respondiam aos pedidos dos seus clientes, dez vezes mais rápido.
A Ford, empresa Americana bastante conhecida, com o intuito de rentabilizar o seu departamento de contabilidade fez um estudo de todo o processo desde a compra de material até ao seu pagamento. Só na América do Norte existem mais de 500 empregados neste departamento. Era sabido pelos gestores que racionalizando alguns processos e instalando um novo sistema de computadores conseguiriam um corte nos custos de cerca de 20%.
A Ford estava bastante contente com o plano até olhar para a Mazda. Enquanto que a Ford aspirava a 400 pessoas, a Mazda conseguia que na totalidade do departamento de contabilidade trabalhassem apenas 5 empregados. Mesmo olhando ao tamanho da Mazda, que é bastante menor, proporcionalmente a Ford tinha 5 vezes mais empregados do que deveria ter. Para isso, em primeiro lugar foi analisado o sistema existente:
Quando o departamento de compras da Ford emite uma nota de encomenda, manda uma cópia para o departamento de contabilidade. Mais tarde, quando nos armazéns são recebidas as encomendas o encarregado envia a fatura respectiva para a contabilidade. É serviço da contabilidade verificar se realmente foi feito o pedido da encomenda, esperar pela ordem de pagamento, averiguar todos os documentos respectivos e só então é mandado o pagamento à respectiva entidade.O departamento passa a maior parte do tempo em discrepâncias entre a nota de encomenda, a fatura e a ordem de pagamento. Nestes casos, um contador é encarregado de investigar as discrepâncias, suspendendo o pagamento, gerando novos documentos e é claro, contatando as respectivas entidades.
Uma maneira de rentabilizar o processo, será ajudar o contador a investigar de uma maneira mais eficiente. Mas, uma solução melhor é a prevenção das próprias discrepâncias. A solução estava em "deixar fora" os atuais processos e começar de novo, utilizando o poder da moderna tecnologia da informação para redesenhar completamente os processos, de forma a alcançar profundos melhoramentos na sua performance. Com este fim a Ford instituiu o "processo sem ordem de pagamento".
Agora quando o departamento de compras envia a nota de encomenda ao fornecedor, coloca a informação numa base de dados. Não envia cópia nenhuma para ninguém. Quando chega a mercadoria ao armazém, é o próprio encarregado que verifica na base de dados se existe correspondência com algum pedido feito. Se encontra então aceita e introduz a transação no sistema, senão simplesmente não aceita a encomenda. A comparação é feita automaticamente e de imediato. O próprio computador prepara o cheque, que a contabilidade enviará para o vendedor. Não há problemas com as ordens de pagamento, já que, a Ford pede a todos os fornecedores para não as mandarem.
Na reengenharia, os gestores separam-se totalmente dos processos ultrapassados criando processos totalmente novos. Relativamente à Ford, antes da reengenharia, operava-se segundo a regra "Nós pagamos quando recebemos a ordem de pagamento". Ninguém deu conta que esta regra determinava como a contabilidade estava organizada. A reengenharia trocou a regra por outra nova: "Nós pagamos quando recebemos as encomendas".
A Ford não se contentou com aumentos modestos que planeou no início. Optou por mudanças radicais e conseguiu melhorar drasticamente. Quando a Ford implementou o novo processo, conseguiu 75% de redução nas suas despesas e não os 20% que conseguiria com um programa convencional. A reengenharia requer olhar para o fundamental do processo de negócio de uma perspectiva funcional. A Ford descobriu que fazer a reengenharia apenas da contabilidade seria fútil. O passo apropriado do esforço seria olhar para o processo de aquisição de material, que inclui não só a compra e recepção como também o pagamento.

NA PELE DO LÍDER

Para Nicolas Fischer, presidente da Nivea do Brasil, uma companhia tem o dever de desenvolver o funcionário e oferecer perspectiva de carreira. Em troca, espera o máximo de dedicação.

Nicolas Fischer, da Nivea: a gestão de pessoas deve refletir a estratégia e os valores da empresa
Há dois anos, ao assumir a presidência da BDF Nivea do Brasil, o alemão Nicolas Fischer, de 41 anos, ficou impressionado ao saber que os funcionários permaneciam em média três anos na casa. Sua missão era implantar a então novíssima estratégia mundial da fabricante de cosméticos, que estabelecia objetivos de negócio para os cinco anos seguintes.
A alta rotatividade representava um risco ao cumprimento das metas de longo prazo. O problema, detectou, estava na ausência de perspectiva de formar líderes. A empresa pagava bem, mas isso não era suficiente. Faltava compromisso. Você passa dez horas por dia no trabalho. Se faz isso apenas pelo dinheiro, a relação é vazia, diz Nicolas, que é formado em administração de empresas. Sua primeira medida foi assumir pessoalmente a área de recursos humanos. Depois, conversou com diretores e montou uma nova estratégia para o Brasil, que levou para o comando da matriz na Alemanha aprovar.
Na volta, reuniu os 250 funcionários da companhia num auditório. Abriu os números da empresa. Mostrou as metas para os cinco anos seguintes. E revelou as oportunidades de carreira para cada um dos profissionais. A partir daí, iniciou uma gestão baseada na transparência.
A companhia diz até onde o funcionário pode evoluir lá dentro e dá as metas. Em troca, espera o máximo empenho. Com isso, Nicolas tem conseguido montar uma equipe de pessoas interessadas em crescer. Trabalho sem evolução não traz felicidade, diz. A seguir, veja como Nicolas mudou a cultura da Nivea.

Em que momento você percebeu que era necessário oferecer uma melhor visão de carreira para os funcionários?
Quando assumi, as pessoas ficavam em média três anos na empresa. Eu achava inaceitável esse entra-e-sai. É bom para mercenários. Mas você é incapaz de criar uma cultura assim. No início, tentei avaliar os motivos pelos quais os funcionários iam embora. O salário era bom, eles gostavam do ambiente de trabalho, admiravam a marca, mas não ficavam.
Faltava perspectiva de evolução na empresa. Foi tomada a seguinte medida: não contratamos mais gerentes. Se alguém sair, promoveremos alguém da casa. Passamos a contratar apenas pessoas em início de carreira, para criar um plano de desenvolvimento dentro da companhia. Se você traz um gerente sênior de fora, ele já chega com alta expectativa. Caso ele não seja promovido ou expatriado, sai logo. Agora, só trazemos um profissional de fora se precisamos de um conhecimento muito particular.

Como está a rotatividade hoje? O que mudou?
Hoje em dia, a rotatividade melhorou. O tempo médio de casa é de cinco anos e meio, um número mais próximo da média do mercado de consumo. Esse índice não precisa ser mais baixo. As pessoas também não devem planejar passar a vida inteira na mesma organização. Mudar é natural. E a empresa deve ter maturidade para aceitar isso. O importante é que durante o tempo em que estiverem juntos, os dois lados têm de se beneficiar. É uma obrigação minha, como empresa, desenvolver o funcionário e dar oportunidades de crescimento. E o profissional tem o dever de fazer um ótimo trabalho enquanto estiver aqui.
O que deve ser feito para engajar os funcionários?
Você tem que criar uma relação madura, mas que tenha um elemento emocional. Liderança é entusiasmar as pessoas em torno de um objetivo comum. Nós pegamos a marca Nivea, criamos uma missão, um objetivo de longo prazo e demos as metas e perspectivas pessoais. Então, cada funcionário sabe por que está aqui. Essa idéia de comunicar a estratégia de negócio permite que criemos novas experiências. Temos, na fábrica, grupos de trabalho de operários que fazem a gestão da área de forma autônoma. Eles têm metas e recebem remuneração variável sobre os resultados. O grupo elege o próprio líder e define quem vai fazer o quê. Isso só funciona porque as pessoas entendem o que estão fazendo. O mesmo vale para a recepcionista. Ela representa a empresa. E só vai conseguir cumprir bem o seu papel se entender o que é a organização.

O que fazer para que todos os funcionários entendam a estratégia de negócios?
É preciso repetir as informações à exaustão. Publicar missão, visão e valores nas paredes dos corredores. Certo dia, um gestor veio me contar que havia obtido informações sigilosas de um concorrente. Eu disse para ele que não queria ver e orientei-o a jogar o material no lixo. Ele se surpreendeu. Expliquei que essa prática ia contra um valor da empresa, a integridade. A cultura serve para alinhar comportamentos.
Como implementar uma mudança cultural na prática?
Tem que dar o espaço para que as coisas aconteçam. Então, se é preciso fazer a eleição de um líder na fábrica, a empresa deve reservar um horário do expediente para que os funcionários se reúnam. Depois, é preciso dar o exemplo. Presidente e diretores devem cumprir as mesmas regras para que o exemplo seja aplicado no nível abaixo. E, em terceiro, as coisas têm que acontecer. Se ficar só no discurso, perde-se o valor.
De que forma é definida a evolução de uma pessoa dentro da companhia?
Cada funcionário tem sua folha de feedback, com os objetivos descritos, um relatório de desempenho, o caminho de carreira, os treinamentos indicados e a experiência exigida para chegar lá. Isso é assinado pela gerente de recursos humanos e pelo superior direto. Passamos a usar a matriz de análise de desempenho mundial da empresa. Identificamos se a pessoa tem perfil de líder, se é um talento, se tem potencial para crescer. Essa avaliação define a evolução da carreira aqui dentro e serve para alinhar expectativas. Um ex-funcionário me avisou que estava de saída porque não chegaria a diretor. Eu disse: Ótimo, se você acredita que pode ser diretor, vá em frente. Não significa que você não tenha potencial. Só que, olhando seus resultados, seu comportamento e seu plano de carreira, nós realmente não enxergamos você como diretor da Nivea. Tem que ser uma conversa madura e transparente. Você frustra a pessoa, mas a trata como um adulto.
Como você retém um talento?
Esse é o nosso principal desafio. Temos de criar um ambiente que faça a pessoa escolher a Nivea. Tenho de assegurar que o funcionário esteja envolvido com os objetivos da empresa e enxergue que a organização é o melhor caminho para ele evoluir profissionalmente. Para isso, eu preciso dar com clareza quais são as perspectivas de carreira que ele tem aqui dentro. Aí, eu não preciso negociar em cima do dinheiro. Eu posso perguntar se ele está feliz no trabalho ou não. A empresa não serve para trazer felicidade para as pessoas. Se alguém é infeliz, o emprego não vai mudar isso. Mas, se o funcionário é feliz, nós somos capazes de criar um ambiente em que trabalhar dá prazer.

Qual é o seu estilo de comando?
Quero que todos entendam mais do assunto do que eu. O gerente de marketing tem que saber antes de mim que a empresa vai lançar um novo produto em 2011. É a tarefa dele. Eu tenho de ser o generalista. Minha função é conversar e ouvir muito. Assim, é possível criar senso de responsabilidade. Se a pessoa toma decisões, ela deve pensar no assunto com idéias próprias. Ao fazer isso, a chance de errar é menor. Se eu mando e ela executa, cria-se uma lógica de trabalho sem reflexão. E aí, se alguma coisa der errado, a culpa é minha.

http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0122/aberto/materia/mt_293321.shtml

Conheça as 150 melhores empresas no Brasil para você trabalhar

Seleção foi feita pelo Guia EXAME — Você S/A, que chega à sua 10ª edição 15.08.2006

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EXAME
A edição 2006 do Guia EXAME — Você S/A das Melhores Empresas para Você Trabalhar traz números impressionantes. Em sua décima edição, o guia registrou mais de 500 empresas inscritas. A pesquisa é a maior do gênero no país. Neste ano, 121 mil funcionários responderam ao questionário que avalia a qualidade do ambiente de trabalho e da gestão de Recursos Humanos. A equipe responsável pela pesquisa visitou 268 empresas — 63 a mais do que em 2005 —, localizadas em 100 cidades brasileiras.
Entre as 150 empresas classificadas pelo Guia, 10 foram eleitas as melhores do ano, 10 foram premiadas como as melhores para a mulher trabalhar, e uma foi consagrada como a Melhor da Década, por ter se classificado em todas as edições desde 1997.
Veja a lista das premiadas:
A Melhor da Década
As 10 campeãs
1ª Masa
2ª BV Financeira
3ª Serasa
4ª Promon
5ª Landis+Gyr
6ª Arcelor
7ª Eurofarma
8ª Fras-Le
9ª Accor
10ª Albras

As melhores para as mulheres
1ª São Bernardo Saúde
2ª Landis+Gyr
3ª BV Financeira
4ª Serasa
5ª Laboratório Sabin
6ª Citigroup
7ª Magazine Luiza
8ª ABN Amro Real
9ª Eurofarma
10ª IBM Brasil

Veja abaixo a lista completa das empresas classificadas pelo Guia 2006
3M /ABN AMRO REAL / Accenture / Accor / Agro Amazônia / Albras/ Alcoa /AlphaVille /Urbanismo / Amanco / Amazônia Celular / Amil Brasília / AON / Apsen /Aracruz /Arcelor / ArvinMeritor (Divisão de Veículos Comerciais) / ArvinMeritor (Divisão LVS) / Atlas Copco / Balaroti / BankBoston / Basf / Embraco / Promon / Ernst & Young / Prudential / Eurofarma / Publicar / FM Pneus / Randon / Fras-Le / Redecard / GVT / Refap / Henkel / Resil /Hoken International / Rimo / Hydronorth / Rio Negro / IBM Brasil / Rohm and Haas / Iharabras / Sab Company / International Paper / Sankyo Pharma / Ipiranga/ Química / Sanofi-aventis / Jaguaré / São Bernardo Saúde / Janssen-Cilag / Satipel / Kaizen / Schering-Plough / KBH&C Tabacos / Serasa / Kraton / Sérgio Franco Medicina e Diagnóstico / Laboratório Sabin / SFIL / Landis + Gyr / Sheraton Porto Alegre / Lojas Quero-Quero / Sicredi / Região dos Vales / Batávia / Lojas Renner / Siemens / BMS - Belgo-Mineira / Lojas Salfer / Spress Informática / Bradesco /Magazine Luiza / Sun do Brasil / Brascabos / Marcopolo / Synapsis / Brasil Salomão e Matthes Advocacia / Marisol Nordeste / Synteko / Brasilprev / Masa / Telefônica / Braskem / Medley / ThyssenKrupp Molas / Bunge Alimentos / Microsoft / Tigre / BV Financeira / Monsanto / Todeschini / Caixa Econômica Federal / Mosaic
Tokio Marine / Cargill / Móveis Gazin / TRW Automotive Lavras / Caterpillar / Nasajon Sistemas / U&M / Cemig / Natura / Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados / Chemtech / Nestlé Brasil / Unimed Blumenau / Citigroup / Nextel / Unimed Missões / CNH Latin America / Nicioli / Unimed-Rio / Coats Borborema / Odontoprev / Unimed Seguros / Coelce / Orbitall / Unimed São José do Rio Preto / Construtora OAS / Ouro Fino / Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo / Copagaz / Owens Corning / Valeo / Copesul / Patrus Transportes / Veirano Advogados / CPFL / Pellegrino / Vipal / Datasul / Pepsico / Visanet / Diageo / Petroquímica União / Vivax / Dow Brasil / Petros / Volvo / DPaschoal / Plascar
WEG / Eaton - Divisão de Produtos Automotivos / Pormade / Whirlpool / Electrolux / PPE / Invex / Xerox / Elektro / Precon / Zanzini

http://portalexame.abril.com.br/servicos/melhoresempresasparatrabalhar/m0099800.html

terça-feira, 12 de agosto de 2008

NETWORKING - É uma espécie de "toma lá, dá cá" em que você ajuda alguém já esperando o dia em que poderá pedir a retribuição da "gentileza"

Net, como todo mundo ficou sabendo depois da Internet, é "rede". Mas work, palavrinha quase sempre traduzida apenas como "trabalho", tem um sentido mais amplo em inglês: é qualquer aplicação de energia orientada para um propósito específico. Trabalhar é só uma das muitas alternativas. Trocar o pneu do carro ou comer um sanduíche são outras. Foi quando as primeiras estações de televisão americanas começaram a retransmitir suas imagens para todo o país que surgiu o termo "networking", para definir esse esforço conjunto de difusão.

Por aqui, há alguns anos, dizia-se que, para ter uma chance em uma empresa, uma pessoa precisava de Q.I., isto é, "Quem Indicou". A palavra "Networking" é uma nova maneira de dizer a mesma coisa: quanto maior for a rede de contatos, melhor é a possibilidade de se conseguir uma boquinha. Mas, antes de saber o que é networking, é necessário entender o que networking não é:

Amigos do peito. Networking não tem nada a ver com amizade, é uma relação puramente profissional. Uma espécie de "toma lá, dá cá", em que alguém ajuda alguém já antevendo o dia em que poderá solicitar a retribuição da "gentileza". Amigos não cobram favores, enquanto integrantes de uma rede de contatos dependem disso.

Mailing. Quem vive mandando mensagens via e-mail para um grupo de pessoas e recebendo outras em troca, não tem um networking, mas apenas uma relação informal, do tipo que vários freqüentadores de uma mesma churrascaria teriam. Networking pressupõe "auxílio profissional", e não apenas "interesse comum e sem obrigação recíproca".

Organogramas. Ao conseguir os nomes e os cargos dos principais dirigentes de uma longa lista de empresas, muita gente imagina que descobriu o mapa da mina do networking. O entusiasmo vira frustração rapidinho, no momento em que não há nenhuma resposta do "Caro Sr. Saul Moura, vice-presidente de Gestão de Pessoal" para um currículo enviado. Isso ocorre porque aí faltou um ingrediente básico do networking: o conhecimento mútuo.

E como se constrói um bom networking? Não é fácil, mas também não é tão complicado:

1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. A maioria desconhece o paradeiro de 95% de seus ex-colegas. Alguns deles podem ter progredido na carreira.
2. Freqüentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é, as que já têm um bom networking) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffee break. Sentar ao lado de um headhunter num simpósio qualquer já é um passo enorme.
3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Olga, eu sou amigo do Freitas, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha, estou precisando de um favorzinho seu..."
4. Tendo paciência. Estruturar um networking é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. E o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.


Depoimentos de quem "pratica" o Networking:

"Um presidente faz networking por três motivos:contratar gente, descobrir o que as outras empresas estão fazendo e aumentar a visão de mercado. Conversando você tem acesso a informações que não estão no jornal. A cultura geral também melhora, e isso ajuda você a tomar decisões mais ricas, que não são apenas baseadas em informações técnicas." Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser

"Marco pelo menos um almoço por semana para encontrar alguém.Mas não é para cumprir agenda — gosto mesmo de estar com as pessoas. Acho que existem duas regras importantes do networking: manter a lista de contatos atualizada e não perder de vista quem fez parte de um período de sua vida. Se você pensar, por exemplo, que cada um de seus colegas de faculdade foi para um lado, consegue ter uma idéia das possibilidades que isso gera." Eduardo Bom Angelo, presidente da BrasilPrev

"Sem afinidade, nada feito, não há networking. Muitos dos meus contatos profissionais acabaram virando amizade. Foi o que aconteceu com uma agente americana. Por causa dela, acabamos comprando os direitos de Um Dia Daqueles, livro que já vendeu 800 000 exemplares por aqui e fez a Sextante triplicar seu faturamento em 2000 e 2001." Tomás Pereira, sócio da Editora Sextante

"Há mais ou menos um ano, entrevistei um executivo alemão para trabalhar na Siemens nos Estados Unidos, que é nossa parceira. O emprego não saiu, mas ficamos amigos. Perdemos contato e ele acabou indo trabalhar para outra corporação que faz negócios conosco. O fato de nos conhecermos foi crucial para fecharmos um contrato." Luiz Eduardo Rubião, diretor-geral da Chemtech

"Envolver-se com assuntos de seu interesse é sempre uma boa oportunidade de fazer contatos. Eu, por exemplo, sou presidente do Comitê de Diversidade do banco. Também faço parte de um grupo de mulheres líderes empresariais o Lidem. Acho que cuidar da rede de relacionamentos é uma das atribuições de um líder. Colocar as pessoas em contato umas com as outras também." Sylvia Coutinho, diretora executiva de asset management, private banking, international & domestic custody do HSBC

"Em se tratando de networking, vale aquela máxima dos vendedores que diz que você deve ouvir 70% e falar 30%. Fazendo assim você acaba sabendo de muitas coisas interessantes -- coisas que nem imaginava perguntar. Também acho que tudo flui melhor quando as pessoas estão relaxadas e se divertindo, sem aquela preocupação de ter que fazer networking." Alaor Aguirre, diretor da Accor Services

"Para mim, corrida e networking estão juntos. Em eventos de negócios fora do país, por exemplo, sempre encontro um companheiro de corrida para treinar de manhã bem cedo. Participo do grupo da Accenture. Com isso, me relaciono diretamente com gerentes, consultores e analistas o que é ótimo para alguém que ocupa uma posição como a minha."Petronio Nogueira, sócio-diretor da Accenture

"Como trabalho em uma região movimentada de São Paulo, acabei me matriculando na academia do hotel que fica no mesmo centro empresarial. Não era minha intenção inicial, claro, mas, sem querer, acabei descobrindo uma excelente oportunidade de fazer networking. Muitos executivos de outras empresas e da própria Nokia freqüentam a mesma academia e sempre sobra espaço para uma boa conversa." Almir Luiz Narcizo, diretor-geral da Nokia

"Na hora de fazer networking não se deixe seduzir por cargos. Tem muita gente que não é presidente ou diretor de empresa que vale a pena conhecer porque é muito bem conectada. Também acho que ninguém deve fazer networking quando não está bem. E isso em qualquer sentido: no humor, na aparência, na disposição. Dificilmente vai dar certo!"Cláudia Goulart, gerente-geral de HealthCare América Latina da GE


Dicas de consultores e especialistas para fazer de sua rede de contatos uma rede de influência:

SEJA INTERESSADO
Hoje, é comum as pessoas trabalharem por projetos. Isso significa que você vai ter contato com gente diferente o tempo todo. Esta rotatividade faz com que alguns tenham certa preguiça de investir em suas relações. Afinal, tudo se passa no curto prazo. "Networking não existe se não houver confiança", diz o administrador de empresas José Gaspar Novelli, autor de A Confiança Interpessoal na Sociedade de Consumo (Ed. Anna Blume), que se originou de sua tese de doutorado, defendida em 2004, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo.
Tem gente que só procura os outros quando precisa de alguma coisa. "Também é o fim subestimar as pessoas achando que elas não vão perceber que você está marcando presença só para garantir favores futuros. Sabe aquela história de ligar e falar 'e aí, como você está?' sem estar interessado nisso de fato? É horrível!", diz Célia Leão, consultora de etiqueta e colunista da VOCÊ S/A.

RETRIBUA NA MESMA MOEDA
O networking funciona como uma rede. "E, como tal, é complexo, adaptativo e possui elementos interdependentes", diz o professsor Humberto Mariotti, da Business School São Paulo. Isto quer dizer que todos têm seu papel e que ninguém é mais importante do que ninguém. Portanto, se você é do tipo que só pede ajuda e nunca está dis ponível, pode ter certeza de que estará fora do jogo em pouco tempo.

USE A TÉCNICA C.O.I.S.A
Quem diz isso é o consultor José Augusto Minarelli no livro Networking Como Utilizar a Rede de Relacionamentos na Sua Vida e na Sua Carreira (Editora Gente). Vamos supor que você esteja procurando um emprego. A idéia é evitar que você passe a seu interlocutor a responsabilidade de conseguir a vaga para você -- afinal, isso é sua atribuição. Para usar as palavras do consultor: "Ajude a pessoa a ajudar você". No caso, a abordagem privilegia a busca de conselhos, orientações, informações e sugestões (a palavra COISA é um acróstico) --tudo o que valoriza o conhecimento e a rede do interlocutor. O A, de aproximações, fica para o final da conversa e se refere ao que você realmente quer: indicações de empregadores potenciais.

ENSINE PARA AUMENTAR A REDE
Se você já pensava com carinho na idéia de ser professor, aí vai mais um argumento para convencê-lo de uma vez por todas: dar aulas, principalmente em cursos de pós-graduação, é ótimo para movimentar e renovar a rede de relacionamentos. Afinal, os alunos são profissionais do mercado. Eduardo Bom Angelo, presidente da BrasilPrev, disse que sempre acompanha os movimentos de seus ex-alunos. "Quero saber em que empresa eles estão trabalhando, o que estão fazendo. Procuro não perder contato com eles e, claro, aprendo muito toda vez que encontro alguém", diz o executivo.

ESTUDE PARA AUMENTAR A REDE
Freqüentar uma sala de aula também é um excelente jeito de turbinar sua rede de relacionamentos. Algumas escolas de negócios são reconhecidas pelos alunos como excelentes lugares para fazer networking. É o caso, por exemplo, da Fundação para a Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), que fica em Ribeirão Preto, São Paulo. Segundo o Guia VOCÊ S/A Os Melhores MBAs no Brasil, publicado na edição de outubro, seus ex-alunos deram nota 9 (em uma escala de 0 a 10) para a categoria qualidade do networking proporcionado. Também vale lembrar que muitas escolas têm associações de ex-alunos que facilitam o contato das pessoas depois de terminado o curso.

NÃO SE RESTRINJA
Faça contatos com gente da mesma área, mas não fique só nisso. "Uma mudança de rota na carreira, por exemplo, exige conversas com pessoas de áreas diferentes da sua", diz Urânio Paes, da consultoria paulistana UP9, especializada em desenvolvimento organizacional.

TURBINE SEU CARTÃO DE VISITA
Claro que trocar cartões é importante. Mas fazer isso com quem você acabou de conhecer representa muito pouco em termos de networking. "As pessoas vão se lembrar muito mais de você se o tiverem visto em ação, seja por ter apresentado um trabalho ou por ter dito algo procedente na conversa que estava em curso", diz o consultor Orlando Gauss Pavani, diretor da consultoria paulistana Gauss Consulting, em São Paulo.

CUSTOMIZE A ABORDAGEM
"Acionar sua rede de relacionamentos sem levar em conta a individualidade das pessoas é perda de tempo. Se não tiver este cuidado, você não vai conseguir se comunicar de maneira eficiente", diz José Gaspar Novelli.
"Sabe quando você quer mandar e-mail para um monte de gente e usa aquele recurso undisclosed-recipient? Só não venha me dizer que está fazendo networking, porque networking tem a ver com personalizar seus contatos", diz Célia Leão.

Considerando que espontaneidade é fundamental no networking, não existe receita para ser um expert no assunto.Você tem que achar o seu jeito. "Autoconhecimento, conhecimento dos outros e abordagem adequada são fatores críticos para ter sucesso no networking", diz João Brillo, professor do Ibmec São Paulo. Uma pista para isso é um conceito chamado dominância cerebral. Resumindo: entre as teorias que explicam a atividade dos hemisférios cerebrais, existe uma, criada na década de 80 por Ned Hermann, então diretor de treinamento gerencial da GE, que divide os hemisférios cerebrais direito e esquerdo em quadrantes superior e inferior. Veja abaixo os quatro estilos de dominância cerebral, de acordo com a teoria de Ned Hermann. Tente se reconhecer em um deles (o mais evidente) e descubra como é o do seu interlocutor:


Estilo analítico: lógico, crítico, gosta de números, de assuntos econômicos e de saber como as coisas funcionam.* Como abordar: seja objetivo e evite excesso de intimidade.
Estilo controlador: pontual, confiável, planeja e estabelece procedimentos. * Como abordar: seja claro. Use gráficos, ilustrações, dê e peça explicações.
Estilo relacional: expressivo, emocional, falante, é sensível com os outros e gosta de ensinar as pessoas. * Como abordar: fale sobre seus sentimentos, interesses e convicções.
Estilo esperimental: curioso, brincalhão, gosta de riscos e de quebrar regras.* Como abordar: seja criativo e pense várias maneiras de tratar o assunto.


ACERTE NA MEDIDA
"Trate sua rede de contatos com mais cuidado do que você teria com um conhecido e com menos intimidade que você teria com um amigo. Se uma amizade se desenvolver com o tempo, ótimo. Caso contrário, um pouco de cerimônia não faz mal a ninguém", diz Célia Leão.

REPASSE, MAS AVISE
Se você quer ajudar alguém, mas só é possível fazer isso por intermédio de uma pessoa da sua rede, sem problema. Só verifique antes se seu amigo ou conhecido tem essa disponibilidade. "Não se esqueça que é muito provável que seu contato não conheça a pessoa que você pretende ajudar", diz Célia Leão.

CONTE COM ELES
A advogada paulista Silvia Moron é fã de carteirinha de programas de mensagens instantâneas como o MSN. "Ajuda a organizar os contatos e é super-rápido. Todas as manhãs, passo pelo menos uma hora e meia conversando um pouco com quem faz parte da minha lista de contatos", diz Silvia.
"LinkedIn, Orkut ou qualquer outro tipo de comunidade virtual ajudam a organizar seus contatos, mas não substituem o seu empenho em procurar as pessoas", diz Humberto Mariotti.

NÃO DESVALORIZE SEU PASSE
Você pode até estar precisando de ajuda, mas isso não significa fazer cara de "pelo amor de Deus!". Afinal, networking é sempre um jogo de ganha-ganha -- mesmo que não seja imediato para uma das partes. "Mostre para a outra pessoa que você também será útil para ela em algum momento", diz Silvia Moron.

AVISE O QUE ESTA FAZENDO
Mudou de emprego? Está envolvido em um projeto interessante? Avise seus contatos. "Mas faça isto de um jeito personalizado, com uma mensagem individual", diz Ricardo Rocco, diretor da Russell Reynolds, consultoria de recrutamento de executivos de primeiro escalão.

EXPONHA-SE
Se você, por exemplo, trabalha na área de marketing de uma empresa, procure alguém de outra, que não seja da concorrência (claro!), e se ofereça para fazer uma apresentação sobre uma prática interessante adotada em sua empresa. "É bom para seu networking, sua carreira e para a empresa em que você trabalha. Afinal, você está se expondo no mercado", diz Ricardo, da Russell Reynolds.
Criar um blog movimenta sua rede de relacionamentos. Se você focar em um tema e fizer um trabalho bem-feito, o blog pode ajudá-lo a se tornar uma espécie de referência naquela área. "Já consegui muitas idéias e informações interessantes por meio do meu blog (http://blog. up9.com.br), diz Urânio Paes.

SEJA DISPONIVEL
Se um contato procurá-lo pedindo que receba outra pessoa, faça isso. "Uma vez, recebi um executivo nessas circunstâncias. Ele nos indicou para a empresa em que trabalhava, que nos contratou para um projeto", diz Ricardo Rocco.

NÃO ENROLE
Você ficou um tempão sem ligar para aquela pessoa. O problema é que agora você precisa dela para checar uma informação. Melhor admitir logo seu erro. A pessoa pode se ressentir, claro. Por outro lado, você pode ganhar mais uma chance. Não desperdice isso!

LEMBRE O NOME DE TODOS
Esquecer ou trocar o nome de alguém pode ser desastroso. Então, pelo menos,memorize estas dicas para não cometer mais a gafe.Elas estão no livro Remember Every Name Every Time:Corporate America's Memory Master Reveals His Secrets (Ed.Fireside Books),de Benjamin Levy,ainda sem tradução em português:
* Apresente-se rapidamente e passe logo a bola para seu interlocutor.* Concentre-se na conversa para fazer a pessoa se sentir o centro do Universo.
* Ao tomar conhecimento do nome da outra pessoa,busque na memória algo ou alguém que você possa associar a ela.
* Diga o nome da pessoa em frases no início, no meio e no fim da conversa. Por exemplo: "Você tem toda razão, Fulano".

http://vocesa.abril.uol.com.br/edi29/max138.shl
http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0103/aberto/evolucao/mt_204279.shtml
Max Gehringer (max.comedia@abril.com.br) é consultor e palestrante

Livro: Networking: Desenvolva Sua Carreira Criando Bons Relacionamentos
Autor: DIANE DARLING